O crescimento da expectativa de vida no País aliado a outros fatores socioeconômicos, como as novas configurações familiares e a Reforma da Previdência de 2019, que elevou a idade mínima e o tempo de contribuição para a aposentadoria, tem levado as pessoas a permanecerem ativas por mais tempo. De acordo com o capítulo Estrutura econômica e mercado de trabalho de um dos principais estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2025 –, a população de 60 anos ou mais de idade cresceu de 22,2 milhões para mais de 34 milhões entre os anos de 2012 e 2024, um aumento percentual de 53,3%.

O mesmo levantamento mostra que o nível de ocupação desse grupo foi de 24,4%, sendo de 34,2% entre os homens e de 16,7% entre as mulheres. Ou seja, cerca de uma a cada quatro pessoas dessa faixa etária estava ocupada no ano de 2024.
De olho na experiência e potencial criativo desses profissionais, o mercado imobiliário brasileiro tem incentivado essa nova realidade: pessoas com 60 anos ou mais já representam 20% dos corretores de imóveis no País, o que representa um crescimento de quatro pontos percentuais desde 2019, conforme dados de um estudo do Grupo OLX baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE. Um estímulo à produtividade para quem quer se manter profissionalmente ativo.
Mercado em crescimento
A presença em maior número desses profissionais reflete ainda a expansão do setor. Segundo o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), o Brasil tinha em torno de 580 mil agentes registrados no final de 2024, 5% a mais em relação ao ano anterior. O crescimento é impulsionado por fatores econômicos, sociais e tecnológicos, incluindo programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida, a facilidade de acesso à atividade de corretagem de imóveis, a rentabilidade das comissões e o uso cada vez maior de plataformas digitais e redes sociais, que potencializam as oportunidades de alcance e desempenho.
Aos 62 anos de idade, Vanderlei Santos de Lima atua desde 1994 como consultor imobiliário parceiro da MRV em Porto Alegre. Depois de 35 anos no setor de comércio, encontrou na corretagem um recomeço desafiador. “Sair do regime CLT, buscar crescimento próprio, visando às melhorias financeiras e evolução profissional, foi o que mais me motivou. Tenho a possibilidade de ajudar minha família e de transformar o sonho dos clientes em realidade, isso é muito gratificante”, afirma ele.
O número de agentes imobiliários de 60 anos ou mais no mercado de trabalho ocupa atualmente o segundo grupo etário mais representativo na categoria, com 26% do total, atrás apenas da faixa dos 35 aos 44 anos. Ao que tudo indica, só tende a continuar crescendo.
Carreira valoriza a experiência e oferece flexibilidade

Para o diretor comercial da MRV, Ítalo Pita, a bagagem de vida e profissional são os diferenciais mais significativos desse grupo de trabalhadores. “Esses profissionais autônomos aproveitam sua rede de contatos, conhecimento local e experiência para continuar atuando de forma estratégica e eficiente no mercado. A profissão de corretor permite que mantenham uma vida ativa, com retorno financeiro consistente e a oportunidade de trabalhar com um propósito: contribuir com famílias que buscam realizar o sonho da casa própria”, declara ele.
O estudo do Grupo OLX indica que 92% dos corretores atuam exclusivamente como agente imobiliário, enquanto 8% conciliam com outra atividade laboral. A pesquisa mostra ainda que mais da metade trabalha entre 40 e 44 horas semanais e recebe uma renda média de R$ 4 mil mensais.
“Além da experiência e do conhecimento, a profissão oferece flexibilidade e oportunidade de carreira sólida”, ressalta o diretor comercial da MRV.
Segundo Pita, corretores mais maduros têm papel estratégico na aproximação com diferentes perfis de clientes e na orientação de famílias que buscam realizar o sonho da casa própria. “A companhia valoriza e incentiva a diversidade etária na profissão. A presença crescente de corretores mais velhos mostra que a corretagem é uma carreira que permite longevidade, valorização da experiência e constante atualização, incentivando que mais pessoas considerem a atividade como uma opção viável e promissora para toda a vida profissional”, conclui o diretor.
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CRÉDITOS
Fotos: Diego Larré/MRV
Fontes: FTcom e IBGE

