O início das obras do Club Med Gramado, anunciado em 20 de março, marca um novo estágio na formação da chamada Nova Centralidade de Gramado.

O empreendimento integra o complexo Sirena Gramado e é fruto de uma parceria com o Grupo Sirena e a DC Set Group. Nesse contexto, o movimento reforça a consolidação de um território em estruturação.
Assim, o avanço das obras funciona como um sinal concreto para o mercado imobiliário.
Club Med atua como validação do território

O resort será o primeiro da categoria Exclusive Collection da rede na América do Sul, com inauguração prevista para 2027.
O projeto contará com 250 acomodações e 20 villas, distribuídas em uma área de 200 mil m².
Segundo Janyck Daudet, CEO do Club Med para a América Latina, o empreendimento amplia o papel da região no turismo internacional.
“Estamos criando um novo destino dentro de um local que já é um polo turístico consolidado”, afirmou.
Nesse sentido, o Club Med não representa o início do desenvolvimento, mas sua validação. Ou seja, grandes operadores entram quando o território já apresenta fundamentos consistentes.
Sirena Gramado estrutura novo eixo urbano

Com mais de 2 milhões de m², o complexo Sirena Gramado reúne hotelaria, entretenimento, natureza e infraestrutura.
Dessa forma, o projeto se aproxima de modelos internacionais de centralidades planejadas.
De acordo com Jaime Sirena, presidente da Star Ópera Incorporadora e CEO do Sirena Gramado, o masterplan preserva conexões existentes e reduz impactos urbanos.
“Consideramos grande parte dos caminhos existentes e já consolidados, para resguardarmos a memória do território, a valorização das antigas conexões e os traçados preexistentes somados a soluções de menor impacto sobre o solo”, explicou.
Com isso, o projeto se posiciona como um novo eixo estruturador da cidade.
Formação de valor territorial atrai investidores

Para incorporadoras e investidores, o movimento indica uma mudança de lógica. Em vez de olhar apenas para ativos isolados, o foco passa a ser o território.
- Nesse contexto, a Nova Centralidade de Gramado apresenta características relevantes:
• planejamento urbano estruturado
• presença de âncoras internacionais
• diversificação de usos
• potencial de demanda qualificada
Assim, surgem oportunidades em produtos complementares, como residenciais de alto padrão, second homes e empreendimentos de uso misto.
Impacto econômico reforça ciclo de desenvolvimento

O projeto do Club Med deve gerar cerca de 600 empregos diretos, com priorização de mão de obra local.
Já a primeira fase do complexo Sirena Gramado pode alcançar aproximadamente 1.000 postos.
Além disso, o desenvolvimento tende a impulsionar setores como construção civil, serviços e turismo corporativo.
Segundo Stéphane Maquaire, CEO global do Club Med, o investimento reflete confiança no mercado brasileiro.
“O Brasil é um mercado em rápida expansão e com um potencial turístico incrível”, destaca.
Sustentabilidade e eficiência como base do projeto

O empreendimento prevê certificação LEED e adoção de sistemas integrados de gestão predial (BMS).
Com isso, recursos como energia, água e gás serão monitorados de forma automatizada. Portanto, a operação busca eficiência e redução de impacto ambiental.
Além disso, o projeto prevê uso de energia renovável e práticas alinhadas ao turismo responsável.
Janela de oportunidade ainda em formação

Apesar do avanço, a Nova Centralidade ainda está em fase de consolidação. Isso indica que parte relevante do valor ainda não foi totalmente precificada.
Nesse sentido, o início das obras do Club Med atua como um gatilho de percepção para o mercado.
Segundo Dody Sirena, cofundador da DC Set Group, o projeto posiciona a região em escala global.
“O Sirena Gramado dá um passo para colocar a região no mapa do turismo internacional”, afirmou.
Dessa forma, o movimento sugere um ponto de atenção para o mercado: as oportunidades tendem a estar no entorno e nos desdobramentos desse novo eixo urbano.
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Fotos: Rafael Cavalli
Imagens em 3D, sujeitas a alteração: Grupo Sirena e DC Set Group.

