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MERCADO

Construção civil têm até 20/04 para informar alta de insumos à CBIC

A construção civil brasileira entrou em estado de alerta com a nova escalada nos preços de insumos. A movimentação é acompanhada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção e pelo Sinduscon-RS, que reforçam a necessidade de resposta rápida das empresas do setor.

Nesse contexto, incorporadoras e construtoras têm prazo até 20 de abril de 2026 para encaminhar comprovações formais dos aumentos recentes de custos. A iniciativa busca garantir que os impactos sejam refletidos no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

 

As construtoras e incorporadoras devem encaminhar:

  • Comunicados recentes de reajuste de fornecedores (últimos 30 dias);
  • Cotas fiscais que comprovem a variação de preços
  • Para preencher o formulário clique aqui


Dúvidas:
comat@cbic.org.br

As informações serão utilizadas de forma agregada, sem identificação das empresas, e servirão de base para atualização do INCC.

 

Reajustes pressionam viabilidade dos empreendimentos

Os aumentos atingem itens estratégicos como cimento, argamassa e, principalmente, derivados de resinas plásticas, como o PVC. Esses materiais estão presentes em praticamente todas as etapas da obra, da fundação à entrega.

Além disso, a elevação do Imposto de Importação sobre insumos como polietileno e PVC amplia a pressão sobre os custos. Dessa forma, o movimento de alta impacta diretamente a viabilidade econômica de novos empreendimentos imobiliários.

No caso das instalações hidrossanitárias e elétricas, esses materiais podem representar entre 6% e 11% do custo total da obra, dependendo do padrão do projeto. Assim, variações pontuais já geram efeitos relevantes no orçamento.

 

Impacto direto no INCC e nos contratos

A coleta de dados liderada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção tem como objetivo capturar, ainda em abril, a variação real dos custos no INCC.

Com isso, contratos indexados ao indicador tendem a refletir com maior precisão a realidade do mercado. Portanto, a participação das empresas é considerada estratégica.

Sem dados consistentes, há risco de defasagem no índice, o que pode gerar distorções financeiras em contratos de incorporação e construção.

Além disso, o movimento influencia diretamente investidores, que utilizam o INCC como referência para análise de retorno e risco em projetos imobiliários.

 

Cenário global agrava pressão sobre insumos

A atual escalada de preços está associada a fatores externos, como instabilidades geopolíticas e oscilações no preço do petróleo.

Além disso, decisões tarifárias recentes e a limitação de fornecedores internacionais ampliam os desafios. No caso das resinas, a produção concentrada no mercado interno reduz a competitividade e aumenta a vulnerabilidade do setor.

Assim, o ambiente se torna mais desafiador tanto para empreendimentos privados quanto para programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida, que dependem de controle rigoroso de custos.

 

Participação é decisiva para o setor

O levantamento representa uma ferramenta estratégica para ampliar a previsibilidade do mercado imobiliário.

Dessa forma, incorporadoras, construtoras e demais agentes do setor têm papel fundamental na construção de um diagnóstico mais preciso sobre a evolução dos custos.

Com isso, será possível orientar decisões mais assertivas, reduzir riscos e contribuir para a sustentabilidade econômica dos empreendimentos.

 

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