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MERCADO

Rio Grande do Sul atrai empresário goiano para novo ciclo imobiliário

É em solo gaúcho que César Araújo Faria decidiu iniciar seu novo ciclo empresarial. Com mais de três décadas de experiência nos segmentos de construção e incorporação, o executivo goiano passa a comandar, a partir de Gramado, na Serra Gaúcha, a AMIS Urbanizadora & Incorporadora, com foco de atuação no desenvolvimento urbano e em projetos residenciais no Sul do País.

A escolha não foi ao acaso. “O Estado reúne três fatores importantes: economia diversificada, cultura consolidada de investimento em imóveis e mercados regionais muito bem definidos, como Serra e Litoral Norte. É um ambiente que combina maturidade com potencial de crescimento”, esclarece o presidente da AMIS.

Cesar Araújo Faria
César Araújo Faria inicia um novo ciclo no RS, com foco em projetos que combinam urbanização, escala e valorização – Foto: Clauber Maciel

Ao longo de sua trajetória, Faria participou da comercialização de mais de 20 mil lotes. Em 2011, fundou a AMEC Construtora, em Goiânia (GO), que já soma mais de 260 mil metros quadrados de área construída e cerca de 6 mil unidades habitacionais entregues.

Em 2015, ingressou no segmento de multipropriedade como sócio-fundador do Grupo GAV Resorts. A operação adotou um modelo verticalizado – da aquisição de áreas à construção, venda e gestão hoteleira – e expandiu projetos para destinos como Jericoacoara (CE), Porto de Galinhas (PE), Pipa (RN), Salinópolis (PA), Maragogi (AL), Pirenópolis (GO) e Gramado (RS).

Brávia Marina & Beach Club
Brávia Marina & Beach Club, projeto com VGV de R$ 410 milhões, alcançou 60% das vendas em apenas 60 dias

Depois de deixar a operação executiva da GAV, estruturou a AMIS com foco na atuação como urbanizadora. Para marcar essa nova fase no Estado, lançou o Brávia Marina & Beach Club, empreendimento localizado em Maquiné, no limite com Xangri-lá, que tem Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 410 milhões e registrou R$ 246 milhões em vendas nos primeiros 60 dias, o equivalente a 60% do total previsto.

Em conversa com o portal Imóvel Capital, César Araújo Faria conta por que aposta na valorização do mercado imobiliário gaúcho, detalha mais sobre o modelo de atuação e estratégia da AMIS, o empreendimento no Litoral Norte, analisa tendências e comportamento do mercado e revela ainda seus planos de expansão para os próximos anos.

 

NOVO CICLO EMPRESARIAL E A ESCOLHA PELO RS

1. O que motivou, pessoal e profissionalmente, a decisão de iniciar um novo ciclo empresarial após sua trajetória na AMEC Construtora e no Grupo GAV Resorts?

Entendi que era o momento de iniciar um novo ciclo com mais foco e proximidade com o território. Depois de uma trajetória nacional, fez sentido direcionar essa experiência para um modelo mais regional, com visão de longo prazo e crescimento sustentável. O Rio Grande do Sul reúne um mercado maduro, com demanda consistente e espaço para empreendimentos planejados, o que cria um ambiente muito favorável para esse posicionamento.

Ao mesmo tempo, houve uma decisão pessoal importante. Escolher Gramado como base também passa pela qualidade de vida que a cidade oferece para a minha família: um ambiente seguro, organizado, com excelente infraestrutura e um ritmo mais equilibrado em comparação aos grandes centros.

A AMIS nasce justamente dessa convergência entre uma operação estruturada para crescer de forma consistente, inserida em uma região que oferece tanto solidez de mercado quanto qualidade de vida.

 

2. O que muda no seu modelo de atuação agora com a AMIS Urbanizadora & Incorporadora em relação às experiências anteriores?

A principal mudança está no foco em urbanização, buscando pensar o território como um todo: infraestrutura, integração com o entorno e qualidade de vida. É um modelo mais completo, que exige planejamento desde a aquisição da área até a consolidação do empreendimento.

 

3. Por que optar por uma atuação mais regionalizada neste momento da sua carreira?

Porque o mercado imobiliário é, essencialmente, local. Estar mais próximo permite uma leitura mais precisa da demanda, maior controle da execução e decisões mais assertivas. A regionalização aumenta a eficiência e reduz riscos.

 

4. O que diferencia o mercado gaúcho de outras regiões onde você já atuou, como Nordeste e Centro-Oeste?

O Rio Grande do Sul tem um perfil mais conservador e consistente. É um mercado menos especulativo e mais orientado à segurança patrimonial, o que gera ciclos mais estáveis e previsíveis.

 

5. Que fatores tornam o RS atrativo hoje para investidores imobiliários?

Além da base econômica sólida, há uma demanda recorrente por segunda residência e um movimento crescente de qualificação dos produtos. O investidor encontra um mercado com liquidez, mas também com fundamentos.

 

6. Qual o peso de regiões como o Litoral Norte e a Serra Gaúcha nessa decisão estratégica?

Depois de Porto Alegre e Região Metropolitana, o Litoral Norte e a Serra são os principais polos de crescimento imobiliário no Estado. O Litoral vive um momento de expansão e reposicionamento, enquanto a Serra já é um mercado consolidado, com forte demanda turística e imobiliária.

 

7. Que outras regiões do Sul do País são vistas como potenciais para a AMIS?

Todo o Sul tem um potencial excelente, mas o nosso próximo destino vai ser Santa Catarina, já estamos na busca de áreas no Estado.

 

LEITURA DE MERCADO: LITORAL NORTE

8. O Litoral Norte vem registrando forte crescimento, com projeção de ultrapassar R$ 7 bilhões em vendas em 2025. Como você interpreta esse momento? O interesse pela região ainda é reflexo do período de pandemia? Que outros fatores tornam essa região tão atraente para novos investidores?

A pandemia acelerou um movimento que já vinha se desenhando, que é a busca por mais qualidade de vida e por alternativas de moradia fora dos grandes centros. Historicamente, sempre houve uma demanda relevante por segunda residência no Litoral. O que mudou foi a intensidade e o perfil dessa procura: hoje há um aumento consistente de famílias que utilizam o imóvel com mais frequência e, em muitos casos, de forma permanente, além de investidores atentos ao potencial de valorização.

Esse crescimento se sustenta em fatores estruturais, como a melhoria da infraestrutura regional, a ampliação da oferta de serviços, especialmente de saúde e educação, a qualificação dos empreendimentos e uma evolução clara no padrão urbanístico. Soma-se a isso um mercado ainda em desenvolvimento, com espaço para novos projetos e grande potencial de valorização.

 

9. O que explica a liquidez rápida de projetos – alguns com 60% ou mais vendidos em poucas semanas?

A oferta qualificada. Quando o produto reúne localização, conceito e execução, ele encontra demanda rapidamente.

 

10. Existe risco de saturação ou ainda há espaço relevante para novos empreendimentos?

Ainda não. O que existe é uma seleção maior do mercado. Projetos bem estruturados e mais qualificados tendem a performar melhor.

 

LEITURA DE MERCADO: SERRA GAÚCHA

11. Gramado entrou no top 10 de mercados imobiliários do País, com mais de R$ 420 milhões em vendas. Como isso impacta a decisão de sediar a empresa ali?

Reforça a escolha. Estar em um polo consolidado facilita conexões, atrai investidores e posiciona a empresa em um ambiente de alta demanda.

 

12. A Serra Gaúcha ainda tem espaço para expansão imobiliária ou já é um mercado consolidado?

Sim, mas com características diferentes. É um mercado mais maduro, onde o crescimento passa mais pela qualificação do produto do que pela expansão territorial.

 

13. Como você compara o perfil de produto da Serra versus o do Litoral?

A Serra Gaúcha é um mercado mais maduro, com apelo turístico consolidado e uma ocupação distribuída ao longo de todo o ano, o que garante maior previsibilidade de demanda e liquidez. Existe uma escassez natural de áreas e um padrão já bem definido de produto, o que faz com que o crescimento esteja muito mais ligado à qualificação dos empreendimentos do que à expansão territorial.

Já o Litoral Norte vive um momento diferente, de transformação. Nos últimos anos, houve uma mudança clara no perfil de uso, que passou de um destino predominantemente sazonal para um ambiente cada vez mais preparado para estadias prolongadas e até moradia permanente. Isso vem acompanhado de melhorias de infraestrutura, maior oferta de serviços e um movimento consistente de reposicionamento dos produtos imobiliários.

Na prática, enquanto a Serra oferece estabilidade e um mercado mais consolidado, o litoral ainda apresenta um ciclo de crescimento, com mais espaço para valorização e desenvolvimento de novos conceitos. São dinâmicas complementares dentro do mesmo estado, que dialogam com perfis diferentes de investidor e de consumidor.

 

BRÁVIA MARINA & BEACH CLUB

14. O projeto já atingiu cerca de 60% das vendas em 60 dias. O que explica essa velocidade? Esse desempenho superou as expectativas iniciais?

O desempenho foi acima do esperado. Isso está ligado à combinação de conceito, localização e diferenciação do produto, especialmente a proposta integrada de moradia, lazer e área náutica.

O Brávia foi nosso segundo empreendimento e o primeiro na linha do alto padrão. Nosso primeiro lançamento foi um loteamento aberto em Viamão.

 

15. Qual é o perfil do comprador desse empreendimento?

É um público que busca segunda residência com mais estrutura, mas também há investidores e famílias considerando uso mais frequente e até permanente.

 

16. O projeto aponta para uma tendência de produtos mais completos. Esse modelo será replicado em outros projetos da AMIS?

Existe uma mudança clara no comportamento do consumidor, que hoje busca muito mais do que o imóvel em si. Ele quer espaço de conveniência, serviços e uma experiência completa de uso, seja para lazer ou moradia. O conceito de produto imobiliário evoluiu para um ecossistema que integra qualidade de vida, infraestrutura e oferta de serviços.

O Brávia já nasce dentro dessa lógica, ao combinar moradia, lazer e estrutura náutica em um mesmo projeto, com um olhar voltado à experiência no dia a dia. Esse tipo de proposta tende a ganhar cada vez mais relevância, principalmente em mercados onde há espaço para inovação e qualificação.

Dentro da AMIS, esse não é um movimento pontual. É a nossa diretriz na linha do alto padrão. Os próximos projetos devem seguir essa linha, sempre respeitando as características de cada região.

 

ESTRATÉGIA DA AMIS

17. Como você define o posicionamento da AMIS dentro do mercado imobiliário?

Uma urbanizadora focada em projetos planejados, com visão de longo prazo e compromisso com qualidade e execução.

 

18. O foco em urbanização (e não apenas incorporação) muda a lógica de negócio?

Sim. Amplia a responsabilidade e o controle sobre o desenvolvimento, desde a infraestrutura até a experiência final do morador e de quem vive no entorno do projeto.

 

19. Quais são os principais critérios para a escolha de novas áreas?

Localização estratégica, potencial de valorização, infraestrutura existente e capacidade de desenvolvimento planejado.

 

20. A empresa já definiu se pretende atuar mais em condomínios horizontais, verticais ou projetos híbridos?

A AMIS deve realizar alguns projetos de incorporação vertical, mas esse não é o foco principal da empresa. Nossa atuação está concentrada, sobretudo, em empreendimentos horizontais, como condomínios fechados e loteamentos abertos.

Esse direcionamento está alinhado ao modelo de urbanização que adotamos, que permite um planejamento mais amplo do território, com maior controle sobre infraestrutura, ocupação e qualidade de vida dos moradores.

 

21. Como você enxerga a importância do planejamento urbano nos novos empreendimentos?

É central. Um projeto bem planejado impacta não só o empreendimento, mas o entorno e a valorização de longo prazo.

 

TENDÊNCIAS E COMPORTAMENTO DO MERCADO

22. O que mudou no comportamento do comprador de imóveis nos últimos anos?

Hoje há uma busca maior por qualidade de vida, serviços e experiência. O imóvel deixou de ser apenas patrimônio e passou a ser também estilo de vida.

 

23. Há uma mudança clara de segunda residência para moradia permanente no litoral?

Sim, é um movimento crescente, impulsionado pela possibilidade do trabalho remoto, a busca por qualidade de vida e a melhoria da infraestrutura na região.

 

24. O alto padrão continua puxando o mercado ou há espaço para outros segmentos?

O alto padrão segue sendo um segmento relevante, mas o mercado não se resume a isso. Existe espaço e demanda consistente em diferentes faixas. Na AMIS, a proposta é atuar de forma abrangente, com projetos voltados desde a classe média até o público de alto padrão, sem deixar de olhar também para segmentos mais acessíveis. O ponto central é adequar o produto à demanda de cada região.

 

25. Como fatores como juros, crédito e renda impactam suas decisões hoje?

Juros, crédito e renda são variáveis centrais na tomada de decisão. O nível de juros, especialmente, influencia diretamente o comportamento do investidor. Em cenários mais elevados, parte do público tende a reavaliar a alocação de recursos, comparando o investimento imobiliário com aplicações financeiras de menor risco e maior liquidez no curto prazo.

Por outro lado, nos segmentos de média renda e mais acessíveis, o impacto costuma ser diferente. Esse público está mais sensível ao valor da parcela e à capacidade de financiamento do que propriamente à taxa de juros em si, o que mantém a demanda mais estável, desde que o produto esteja bem estruturado.

No nosso caso, existe também um ponto importante em relação ao crédito para produção. O mercado brasileiro hoje conta com alternativas consolidadas, tanto via sistema bancário quanto por meio de fundos, o que garante acesso a funding para projetos bem estruturados.

 

PERSPECTIVAS PARA O RIO GRANDE DO SUL

26. Do seu ponto de vista, quais regiões gaúchas devem crescer mais nos próximos anos? Onde você vê as maiores oportunidades hoje?

Hoje, três regiões se destacam de forma muito clara: o Litoral Norte, a Serra Gaúcha e a Região Metropolitana. Cada uma com características próprias, mas todas com vetores consistentes de crescimento.

 

27. Existe potencial de valorização semelhante ao de Santa Catarina?

Sim, acreditamos que o Rio Grande do Sul ainda tem um espaço importante de valorização, inclusive com potencial de se aproximar do que aconteceu em Santa Catarina nos últimos anos.

Essas três regiões reúnem características que favorecem esse movimento: demanda consistente, melhoria gradual de infraestrutura e espaço para qualificação dos empreendimentos. Mesmo em mercados já consolidados, como Gramado (que hoje é um dos principais destinos turísticos do País), ainda há margem para evolução e crescimento.

 

28. Por que investir hoje no mercado imobiliário gaúcho?

O Rio Grande do Sul reúne fundamentos que dão sustentação ao investimento de longo prazo. É um estado com economia diversificada, apoiada no agronegócio, na indústria e nos serviços, o que garante maior resiliência mesmo em cenários desafiadores. Esse equilíbrio econômico se reflete diretamente na estabilidade do mercado imobiliário.

Além disso, existe uma cultura muito forte de valorização do patrimônio. O imóvel é visto como segurança e construção de legado, o que mantém uma demanda consistente, especialmente em segmentos como loteamentos planejados e segunda residência.

Quando se combinam esses fatores (base econômica sólida, demanda recorrente e mercados regionais em expansão), o resultado é um ambiente com risco mais controlado e potencial relevante de valorização.

 

EXPANSÃO E PRÓXIMOS PASSOS

29. A AMIS já avalia projetos em Santa Catarina? O que motiva essa expansão?

Sim, Santa Catarina é um mercado que já está no nosso radar pela pujança do mercado. O estado reúne fundamentos muito sólidos, com uma economia forte e diversificada, alto nível de industrialização e indicadores consistentes de crescimento, o que sustenta um ambiente bastante favorável ao investimento imobiliário.

Além disso, é um mercado que já opera com uma demanda mais nacional, especialmente no Litoral, atraindo compradores de diferentes regiões do País. Isso amplia o potencial de liquidez e de valorização dos projetos.

 

30. Qual é o plano de crescimento da empresa para os próximos cinco anos? Existe meta de VGV ou número de projetos definidos?

Nosso plano é crescer de forma gradual e consistente, com foco na consolidação da marca na região Sul e na ampliação do portfólio de projetos. Mais do que estabelecer uma meta rígida de VGV, o nosso direcionamento está em desenvolver empreendimentos bem estruturados, com qualidade e capacidade de valorização no longo prazo.

Hoje, já estamos com várias áreas em prospecção, o que nos dá visibilidade de crescimento para os próximos anos. São oportunidades em diferentes cidades e com perfis variados de projeto, sempre alinhados ao nosso modelo de atuação como urbanizadora. A estratégia é manter disciplina na escolha dos negócios, priorizando localização, potencial de desenvolvimento e aderência à demanda local.

 

31. Que legado você pretende construir com a AMIS?

Projetos que deixem impacto positivo nas regiões onde estão inseridos, tanto do ponto de vista urbano quanto econômico.

 

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SERVIÇO
AMIS Urbanizadora & Incorporadora

Site: www.amisurbanizadora.com.br
Instagram: @amis.urbanizadora
Endereço: Av. Borges de Medeiros, 1495 – Gramado/RS
Contatos: (54) 3699-1955 / comercial@amisurbanizadora.com.br

CRÉDITOS
Fotos: Clauber Maciel / Imagem ilustrativa / divulgação AMIS
Assessoria de imprensa: Critério Comunicação

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