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MERCADO

O grande ativo do futuro será a natureza

Durante décadas, localização, metragem e infraestrutura urbana foram os principais indicadores de valor no mercado imobiliário. No entanto, uma mudança de comportamento observada nos últimos anos vem ampliando o peso de um novo elemento na tomada de decisão de compra: a integração com a natureza.

Impulsionado por transformações sociais, mudanças nas dinâmicas familiares e pela busca por qualidade de vida, o mercado de alto padrão começa a incorporar atributos ligados à preservação ambiental, baixa densidade e bem-estar como fatores estratégicos de valorização imobiliária.

Nesse contexto, empreendimentos integrados à natureza passam a ocupar um novo lugar na percepção de valor do mercado imobiliário contemporâneo.

 

Mudança no comportamento do cliente de alto padrão

Segundo Renato Rizzo, diretor da Ivo Rizzo, a pandemia acelerou mudanças importantes na forma como as famílias enxergam o morar.

“Recentemente, a pandemia do Covid-19 trouxe para nossa cultura uma maior valorização ao nosso espaço de moradia e um modo diferente de trabalharmos, o que impactou bastante no estilo de vida das famílias”, afirma.

De acordo com ele, a transformação do comportamento humano também altera a lógica do mercado imobiliário contemporâneo.

“Hoje a geração Z preza muito a liberdade e menos em acumular patrimônio, o que faz com que o mercado de moradias menores gere oportunidade para investidores de locação e fundos de investimento”, explica.

Além disso, Rizzo avalia que a relação com a natureza deixou de ocupar apenas um papel contemplativo.

“Na relação com a natureza, vivemos uma crescente aproximação com um elemento essencial para nossa saúde física e mental. Deixou de ser apenas um cenário”, destaca.

 

Baixa densidade e preservação ampliam percepção de valor

A combinação entre preservação ambiental, infraestrutura urbana e baixa densidade tende a se tornar cada vez mais restrita nos grandes centros urbanos. Dessa forma, áreas capazes de oferecer esse equilíbrio passam a concentrar maior percepção de valor no longo prazo.

“Enxergo que o grande ativo do futuro será a natureza. Empreendimentos desenvolvidos onde essa preservação é real terão outro patamar de valorização”, afirma Renato Rizzo.

Ao mesmo tempo, ele pondera que esse tipo de produto ainda depende de uma infraestrutura consolidada no entorno.

“A natureza precisa estar acompanhada de uma infraestrutura que proporcione outras necessidades da família, como escolas, hospitais, alimentação e lazer cultural”, diz.

Segundo o executivo, a tendência de densificação urbana deve continuar nos próximos anos. Porém, uma parcela do mercado buscará empreendimentos que conciliem acesso à cidade e qualidade ambiental.

 

Quando a preservação passa a orientar o projeto urbano

Em Gramado, na Serra Gaúcha, o condomínio O Bosque surge como um exemplo desse movimento de mercado.

Localizado em uma área de aproximadamente 36 hectares, o projeto foi concebido com baixa ocupação e integração à vegetação nativa. Ao entorno das residências, árvores e flores compõem a paisagem natural, enquanto o lago presente no condomínio reforça a proposta de tranquilidade e conexão com o meio ambiente.

O empreendimento reúne 108 lotes distribuídos em uma ocupação de baixa densidade, característica cada vez mais incomum em regiões urbanas consolidadas e destinos turísticos de alta demanda. Atualmente, o condomínio conta com poucas unidades disponíveis, reflexo da crescente procura por empreendimentos associados à privacidade, ao contato com a natureza e à qualidade de vida.

Integrado à vegetação nativa, o projeto combina trilhas ecológicas, lago natural, áreas de convivência e estruturas de lazer em uma proposta que busca aproximar urbanização e preservação ambiental. Entre os espaços distribuídos ao longo do condomínio estão piscinas aquecidas, coberta e descoberta, espaço gourmet e quadras esportivas, incluindo tênis coberto em saibro, paddle e beach tennis.

Segundo Renato Rizzo, a lógica de preservação esteve presente desde a concepção do projeto.

“O Bosque é um sonho que pude realizar através da Ivo Rizzo e de seus parceiros. Temos uma área de 36 hectares dentro de um centro urbano com toda infraestrutura necessária, onde um terço da área é de preservação permanente, um terço são áreas comuns integradas à natureza e um terço são lotes privados”, afirma.

 

Preservação permanente e monitoramento ambiental

A bióloga Fabiana, responsável pelo monitoramento ambiental da área desde 2008, afirma que a preservação ambiental é uma das principais características do empreendimento.

“O que a gente sempre fala do condomínio Bosque é que é um condomínio diferenciado. Tem uma vegetação muito rica e um registro muito rico da fauna”, explica.

Segundo ela, a criação da RPPN garante proteção permanente à área preservada.

“A RPPN é uma unidade de conservação, uma reserva particular do patrimônio natural. Ela tem caráter perpétuo. Essa área vai ser preservada para sempre aqui dentro”, afirma.

Atualmente, a área abriga espécies como jaguatirica, bugio-ruivo, lontra, veado, tatu e diversas aves nativas da região, entre elas o tucano-de-bico-verde, a coruja-buraqueira e o papagaio-de-peito-roxo.

 

Qualidade de vida passa a influenciar decisão de compra

A percepção do morador também reforça a valorização de empreendimentos integrados à natureza.

Um dos residentes do condomínio relata que a escolha pelo imóvel esteve diretamente ligada à combinação entre localização, segurança e contato com o meio ambiente.

“O sossego, o silêncio e a vizinhança tranquila mudaram nossa qualidade de vida”, afirma.

Além disso, ele destaca a experiência cotidiana proporcionada pelo ambiente natural.

“Andar em meio à natureza com a fauna que habita aqui representa muito esse estilo de vida”, relata.

Segundo o morador, atributos como tranquilidade, silêncio e segurança passaram a ocupar um papel central na percepção de qualidade de vida.

 

Natureza, escassez e futuro urbano

Entre silêncio, natureza e baixa densidade, o morar contemporâneo passa a buscar novas formas de qualidade de vida – Foto: Ivo Rizzo / Divulgação

Com o avanço da urbanização e a crescente densificação das cidades, empreendimentos inseridos em áreas naturais tendem a se tornar mais escassos. Nesse cenário, a preservação ambiental passa a ocupar uma posição estratégica dentro do desenvolvimento imobiliário contemporâneo.

A integração com a natureza passa a ocupar um papel estratégico na percepção de valor do mercado imobiliário contemporâneo.

 

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SERVIÇO
O Bosque
Local: Rua Pref. Waldemar Frederico Weber, 1800 – Mato Queimado, Gramado (RS)
Mais informações: www.ivorizzo.com.br/casas-do-bosque
Créditos: Divulgação / Ivo Rizzo

 

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